Mostra Cine Privê radiografa erotismo no cinema desde os primórdios

Do UOL, em São Paulo

De 2 de maio a 28 de julho, o Sesc Vila Mariana abriga a Mostra Cine Privê, que compreende ciclo de palestras, exibição de filmes censurados e polêmicos, exposição, cabine privê e cine-concerto. A contextualização do erotismo no cinema ao longo das décadas

A Mostra aborda períodos e filmes mais marcantes na história do cinema a partir de diferentes focos relacionados ao erotismo. A exposição "O Corpo em Performance no Cinema" traz um panorama das primeiras imagens cinematográficas em torno do corpo e do desejo, focando principalmente os primeiros filmes silenciosos, desde os corpos despidos nos experimentos científico-fotográficos de Muybridge até as insinuações eróticas no cinema de atrações de Thomas Edison, Georges Méliès, George Albert Smith, entre outros.

Para compreender a censura e a sublimação do sexo e do beijo em Hollywood durante o Código Hays (Código de Produção), de 1934 a 1968, a Mostra traz uma "cabine de beijos", onde o público poderá visualizar pequenas cenas de beijos de mais de trinta filmes marcantes com relação à função dramática e narrativa do beijo, de sua exaltação à sua repressão e insinuação.

Em termos discursivos, a Mostra vem refletir, com professores de história do cinema, sociologia e antropologia, o poder simbólico, cultural e estético atribuído aos sentidos: da pornografia e do erotismo, das representações do desejo no cinema (das pornochanchadas ao cinema marginal), da censura do erotismo, das possibilidades imagéticas do desejo (do mainstream ao underground), etc.

A Mostra contempla ainda um ciclo de filmes, intitulado CineProibido, composto por 14 produções que tematizaram o desejo sexual e foram retalhadas pela política da censura. Dentre eles, curtas-metragens experimentais como Lot in Sodom (EUA, 1933), de James Sibley Watson e Melville Webber e Um cão andaluz (França, 1928), de Luis Buñuel e Salvador Dalí; longas-metragens como Êxtase (Áustria, 1933), de Gustav Machaty; Pink Flamingos (EUA, 1972), de John Waters; Último tango em Paris (Itália, França, 1972), de Bernardo Bertolucci; Laranja Mecânica (Inglaterra, 1971), de Stanley Kubrick; Saló, os 120 dias de Sodoma (Itália, 1975), de Pier Paolo Pasolini; O império dos sentidos (Japão, França, 1976), de Nagisa Oshima; Je Vous Salue, Marie (França, Suíça, Inglaterra, 1985), de Jean Luc Godard; Crash – estranhos prazeres (Canadá, 1996), de David Cronenberg; Os idiotas ( Dinamarca, 1997), de Lars von Trier; entre outros.

Das demais atividades que integram a Mostra, destaque para outro ciclo de filmes com debate sobre como o erotismo e as relações afetivas na terceira idade foram abordadas pela sétima arte. Serão exibidos filmes de Michael Haneke, Ingmar Bergman, Thom Fitzgerald, Stéphane Robelin, entre outros.

Cine-Proibido (Exibição em formato digital/DVD)

De 14 de maio a 29 de junho
Auditório. Gratuito
Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência
Verificar em cada sessão a classificação etária

SESSÃO 1

Dia 14 de maio, terça, às 20h
Recomendado para maiores de 12 anos

Lot in Sodom (Estados Unidos, 1933, 28min), de James Sibley Watson e Melville Webber.
Curta-metragem mudo de caráter experimental baseado no conto bíblico da cidade de Sodoma, com técnicas experimentais, sobreposição de imagens e alusões ao homoerotismo, ao universo da orgia, do êxtase e do pecado.
Recomendado para maiores de 12 anos.

Êxtase (Tchecoslováquia / Áustria, 1933, 82min), de Gustav Machaty.
As cenas de nudez frontal protagonizadas por Hedy Lamarr, ao nadar no lago ou a correr por entre as árvores, foram motivos de censura em vários países por anos. Além dessa, uma outra seqüência que escandalizou a sociedade da época foi aquela em que, em sua primeira relação, a jovem expressa o êxtase sexual no seu rosto, dando origem ao título do filme, que trata de adultério e liberdade. Na trama, uma jovem casada com um homem mais velho descobre que ele não tem tanto tempo para cultivar um romance, levando-a a novas paixões.

SESSÃO 2

Dia 15 de maio, quarta, às 20h
Recomendado para maiores de 12 anos

Um Cão Andaluz (Un Chien Andalou/França, 1928). Com roteiro co-escrito por Salvador Dalí, Luis Buñuel estreou como diretor e ator neste curta-metragem, o marco inicial do surrealismo no cinema. À luz da psicanálise, Buñuel e Dalí exploram o inconsciente humano, numa sequência de cenas oníricas, de insinuações sexuais, castração social e culpa, incluindo o célebre momento em que um homem corta, com uma navalha, o olho de uma mulher.

A Idade do Ouro (L´Age d´Or/França, 1930). Em pouco mais de uma hora, Buñuel e Dalí criam imagens surrealistas que visam libertar o homem das amarras impostas pelo moralismo da sociedade e suas instituições. Um sonho polêmico que chegou a ser proibida em diversos países na época de seu lançamento. No elenco, destaque para o artista plástico Max Ernst.

SESSÃO 3

Dia 16 de maio, quinta, às 20h
Recomendado para maiores de 18 anos

Pink Flamingos (Estados Unidos, 1972, 93min), de John Waters.
Divine, musa drag queen, é a estrela deste grande representante do cinema underground americano. No clima de contracultura, ela e sua família excêntrica desfrutam o prazer de serem as pessoas mais perversas do mundo, gerando competição e ciúmes entre os vizinhos.

SESSÃO 4

Dia 17 de maio, sexta, às 17h
Recomendado para maiores de 14 anos

Último tango em Paris (Itália, França, 1972, 123min), de Bernardo Bertolucci.
Enquanto procura um apartamento em Paris, uma bela jovem (Maria Schneider) conhece um americano (Marlon Brando), cuja esposa recentemente cometeu suicídio. Instantaneamente um deseja o outro ardentemente e iniciam um romance sexual. Eles combinam que não revelariam nada de suas vidas, nem mesmo seus nomes, sendo que o objetivo dos encontros seria basicamente sexo. Mas gradativamente os acontecimentos vão fugindo do controle.

SESSÃO 5

Dia 17 de maio, sexta, às 20h
Recomendado para maiores de 18 anos

Laranja Mecânica (Inglaterra, 1971, 138min), de Stanley Kubrick.
Futurista e realista ao mesmo tempo, repleto de metáforas do comportamento sexual e violento, A Clockwork Orange (Laranja Mecânica, 1972) foi um dos filmes ingleses mais emblemáticos dos anos setenta. O diretor Stanley Kubrick explorou sexo e violência em uma perspectiva pessimista. O roteiro, adaptado do livro homônimo de Anthony Burgess, defendia em clima de contrarrevolução sexual que, "mais vale optar pela violência do que não optar por nada", reagindo ao mundo pela violência extrema e não pelos ideais libertários e humanistas. Neste universo, a libido explode em violência extrema e traz excitação aos personagens mediante o sadismo que as torturas incitam: não à toa, estupro, enforcamento e espancamentos causam excitação sexual no anti-herói Alex, interpretado por Malcolm MacDowell. Kubrick orquestrou, do erudito à la pop art, uma sinfonia de uma sociedade condenada aos instintos de vida e morte (sexo e violência), a procura cotidiana de sua normatização, repressão e controle.

SESSÃO 6

Dia 18 de maio, sábado, às 16h30
Recomendado para maiores de 18 anos

A comilança (França, Itália, 1973, 130min), de Marco Ferreri.
O cineasta questiona a sociedade de consumo e a ostentação da riqueza por meio de imagens metafóricas escatológicas e sexuais. Em La Grande Bouffe (A comilança) ele filmou quatro senhores (interpretados por Marcello Mastroianni, Ugo Tognazzi, Michel Piccoli e Philippe Noiret), cansados da vida, trancafiados dentro de uma mansão em um fim de semana para unicamente comer e transar até a morte. Entre pratos gigantescos, carnes cruas, estoques lotados de comidas, prostitutas, orgias, gula e depressão, todos os representantes da alta burguesia vão se desmoronando em escatologia e corpos fétidos neste banquete da carne. Entregar-se aqui ao excesso de comida e de sexo sublima o vazio existencial dos personagens, imersos na melancolia e alienação diante dos valores burgueses. O sexo era reduzido ao consumismo: os senhores pagam para terem prazer; compram carne e sexo. A visita das prostitutas à mansão se reduz à materialidade da carne e não à sublevação do espírito, como imaginou Dusan Makavejev. E, se até no sexo (ou no orgasmo) não havia transformação individual, era porque qualquer possibilidade de subversão social estava falida.

SESSÃO 7

Dia 18 de maio, sábado, às 19h
Recomendado para maiores de 18 anos

Saló, os 120 dias de Sodoma (Itália, 1975, 116min), de Pier Paolo Pasolini.
Último e polêmico filme de Pasolini, Salò, que estreou duas semanas antes de seu assassinato, em novembro de 1975, tratou da Itália fascista de Mussolini sob o viés libertino de Marques de Sade presente no livro Os 120 dias de Sodoma ou a Escola da Libertinagem, mostrando cenas de violação sexual, escatologia, pedofilia, humilhação sexual, coprofagia e tortura. Pasolini o concebeu após a "Trilogia da Vida" em um sentido libertário oposto: se lá o sexo era instrumento de prazer e libertação, em Saló ele é apresentado como alienação diante do poder, como instrumento de castigo, metáfora da nova liberação sexual que concedia uma liberdade vigiada, uma tolerância sexual. A trama adaptada situa-se na província de Saló, norte da Itália, onde quatro senhores (duque, banqueiro, presidente de tribunal, bispo), representantes de quatro autoridades (nobiliário, econômico, judiciário, eclesiástico, respectivamente) reúnem dezesseis jovens em um palácio, juntamente com guardas, criados, garanhões e quatro mulheres de meia-idade (três narradoras e uma pianista), para relatar histórias de Dante e Sade - o Círculo das Manias, o Círculo da Merda e o Círculo do Sangue. Os jovens nus e escravizados são divididos em quatro grupos: vítimas, soldados, colaboradores e serviçais. Depois da escravidão sexual e mental, os jovens são executados enquanto cada libertino toma o seu lugar como voyeur.

SESSÃO 8

Dia 19 de maio, domingo, às 18h
Recomendado para maiores de 18 anos

O império dos sentidos (Japão, França, 1976, 109min), de Nagisa Oshima.
Filme marcante na contracultura por representar a fusão de elementos gráficos da pornografia hard core com a narrativa erótica. No Brasil, o filme foi censurado por obscenidade e pornografia durante a Ditadura Militar. O roteiro traz a encenação do fato verídico ocorrido com Sada Abe (interpretada por Eico Matsuda), uma ex-prostituta que se envolvera em um caso de amor obsessivo com o senhorio Kichizo Ishida (Tatsuya Fuji) de uma propriedade onde fora contratada como criada. Ciumenta e obcecada pelo falo do amante, na noite do dia 18 de Maio de 1936, enquanto Kichi dormia, Sada o estrangulou até a morte e depois cortou seus genitais, embrulhando-o em uma revista. Levava-o como um relicário para onde quer que fosse. Ela foi flagrada pelas ruas de Tóquio andando com o pênis do marido decepado nas mãos, com ar de satisfação no semblante. Pelo crime, Sada foi levada à prisão, de onde só saiu após a Segunda Guerra Mundial; e depois ficou famosa pelo filme de Oshima. A obsessão pelo falo prosseguia mesmo depois do crime: quando foi detida, ela tentava comer literalmente o falo num êxtase necrofílico.

SESSÃO 9

Dia 1 de junho, sábado, às 14h45
Recomendado para maiores de 18 anos

Calígula (Estados Unidos, Itália, 1979, 156min), de Tinto Brass.
Com roteiro escrito por Gore Vidal e produção de Franco Rossellini e Bob Guccione, criador da revista Penthouse, o filme foi pioneiro em mostrar atores famosos (John Gielgud, Peter O'Toole, Malcolm McDowell, Helen Mirren) envolvidos em cenas de sexo explícito para narrar a ascensão e queda do imperador romano Gaius Caesar Germanicus, mais conhecido como Calígula, interpretado por Malcolm McDowell. Com filmagens secretas, inacessíveis à imprensa, tumultos, polêmicas e brigas (o diretor italiano Tinto Brass abandonou o projeto no meio, sendo substituído por Giancarlo Lui e, depois, pelo próprio Guccione, que introduziu cenas pornográficas na montagem final, revoltando Brass, Vidal e os atores), esta produção pretendia ser levada ao status de monumento cinematográfico erótico: o produtor investiu vinte milhões de dólares, encomendou 64 cenários, 3.592 trajes, contratou artistas famosos para atuarem, mas mesmo assim o filme foi mal recebido pela crítica e pelo público.

SESSÃO 10

Dia 8 de junho, sábado, às 14h45
Recomendado para maiores de 18 anos

Querelle (Alemanha, França, 1982, 109min), de Rainer Werner Fassbinder.
Na cidade portuária de Brest, nada é o que parece ser. Neste cenário de sonho, Querelle (Brad Davis), um marujo sensual que desperta sentimentos de amor e morte em homens e mulheres, planeja crimes e procura satisfazer os seus desejos. Baseado livremente em romance de Jean Genet, Querelle é uma obra transgressora, na qual Fassbinder não faz concessões para transmitir sua visão de mundo ao espectador.

SESSÃO 11

Dia 15 de junho, sábado, às 14h45
Recomendado para maiores de 16 anos

Je Vous Salue, Marie (França, Suíça, Inglaterra, 1985, 75min), de Jean Luc Godard.
Através de duas histórias paralelas e distintas, o renomado diretor Jean-Luc Godard, nos oferece sua versão para a concepção da Virgem. Um filme polêmico e interrogativo. Nela, Maria (Myrien Roussel) é uma jovem estudante que joga basquete e trabalha no posto de gasolina de seu pai; José (Thierry Rode) é um jovem determinado que dirige um táxi pela cidade. Ao saber da gravidez de Maria, José a acusa de traição. Agora, o anjo Gabriel (Philippe Lacoste) tenta convencer José para que ele aceite essa gravidez, pois ambos terão que enfrentar essa gravidez e os planos divinos. Paralelamente a essa história, um professor em uma classe de ciências que estuda a origem da vida na Terra tem um caso com uma de suas alunas. Com sua maestria, Godard organiza as cenas das duas narrativas e nos mostra a difícil convivência entre o corpo e o espírito.

SESSÃO 12

Dia 22 de junho, sábado, às 14h45
Recomendado para maiores de 18 ano

Crash – estranhos prazeres (Reino Unido, Canadá, 1996, 100min), de David Cronenberg.
James Ballard (James Spader) se envolve em um terrível acidente automobilístico que acaba atingido outro carro no qual está um casal. O homem morre e a mulher fica bastante ferida, mas após o trauma e a raiva inicial ela acaba se tornado amante de James. Ao mesmo tempo passam a frequentar um grupo que tem como fetiche a reconstituição de acidentes de carros, nos quais famosas pessoas morreram. No entanto, estas reconstituições são propositadamente feitas sem nenhuma norma de segurança, aumentando sensivelmente o risco para quem participa da simulação e criando um clima de grande excitação para a plateia. A descoberta deste estranho prazer acaba atingindo a esposa de James e as relações sexuais tendem a serem quase sempre dentro de automóveis.

SESSÃO 13

Dia 29 de junho, sábado, às 14h45
Recomendado para maiores de 18 anos

Os idiotas ( Dinamarca, França, Itália, Suécia, Espanha, 1997, 117min), de Lars von Trier.
Filme produzido a partir das orientações e restrições do Movimento Dogma 95, criado por Trier e seu colega dinamarquês, Thomas Vinterberg, em 1995, em busca de um cinema mais puro, realista, espontâneo, com câmera na mão.  A trama apresenta um grupo de onze homens e mulheres na faixa dos vinte aos trinta anos, com condições de vida satisfatórias, que resolvem comportar-se como idiotas para romper com os valores morais da sociedade burguesa. Para isso, isolam-se numa casa afastada da cidade para cultivar o idiota que haveria dentro de cada um deles. Ser idiota, no caso, consiste em sentir-se um deficiente mental e comportar-se como tal, em público e em casa, para ver a reação das pessoas e de si próprio. Além disso, a idiotia assumida incide na suposta pureza intrínseca a esse estado. Se no início a impressão é a de que apenas zombam dos padrões de comportamento dos idiotas e dos normais, no decorrer da narrativa a idéia ganha corpo e revela-se mais complexa.

Cine-Debate: Homoerotismo em Cena

Dia 16 de julho, terça, às 15h
Auditório. Gratuito. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência

Exibição do Filme O outro lado de Hollywood (The Celluloid Closet, 1996, EUA), dirigido por Jeffrey Friedman e Rob Epstein. Documentário sobre como a homossexualidade foi retratada pelo cinema hollywoodiano ao longo de sua história. O filme traz uma série de debates e entrevistas com Antonio Banderas, Sharon Stone, Tom Hanks, Susan Sarandon, Shirley MacLaine, Tony Curtis, Whoopi Goldberg. Após a exibição, abertura para bate-papo.

Cinesábado - Amor e Desejo na Terceira Idade 

Série com cinco filmes contemporâneos que abordam, cada qual ao seu modo, as relações erótico-afetivas na terceira idade

Todas as exibições são gratuitas, no Auditório. Retirada com 1 hora de antecedência

Dia 06 de julho, às 14h45

Amor (Áustria/Alemanha, 2012, 127min, 14 anos), Michael Haneke
Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) são aposentados que costumavam dar aulas de música. Eles têm uma filha musicista que vive com a família em um país estrangeiro. Certo dia, Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. O casal de idosos passa por graves obstáculos, que colocarão o seu amor em teste.

Dia 13 de julho, às 14h45

Saraband (Suécia, 2003, 111min, 14 anos), de Ingmar Bergman
A advogada Marianne (Liv Ullmann), 30 anos após estar divorciada, decide visitar impulsivamente seu ex-marido, Johan (Erland Josephson). Ele alcançou a independência financeira em razão de ter recebido uma grande herança, assim deixou a universidade e agora vive isolado em uma casa no interior. Ao chegar, ela testemunha o relacionamento atormentado entre Johan, seu odioso filho Henrik (Börje Ahlstedt) e uma neta de 19 anos, Karin (Julia Dufvenius). Incapaz de lidar com a morte da esposa, que faleceu há 2 anos, Henrik expressa sua dor através de uma nada saudável obsessão com Karin, sua filha adolescente. Ignorando os protestos de Henrik, Johan oferece mandar Karin para um prestigiado conservatório de música, forçando-a a escolher entre ficar com seu atormentado pai ou ter um futuro promissor como uma violoncelista.

Dia 20 de julho, às 14h45

E se vivêssemos todos juntos (Alemanha, 2012, 96min, 12 anos), de Stéphane Robelin
Annie (Geraldine Chaplin), Jean (Guy Bedos), Claude (Claude Rich), Albert (Pierre Richard) e Jeanne (Jane Fonda) são melhores amigos há mais de quatro décadas. Enquanto os dois primeiros e os dois últimos são casados, o do meio é um tremendo solteirão convicto, que não se cansa de aproveitar a vida. Quando a saúde deles começa a piorar e o asilo se apresenta como solução para um deles, surge a ideia de todos morarem juntos. Mas a novidade acaba trazendo a reboque algumas antigas experiências, que irão provocar novas consequências na vida de cada um.

Dia 27 de julho, às 14h45

Depois de Tudo (Brasil, 2008, 12min, 10 anos), de Rafael Saar e Tempestade na estrada (Canadá/EUA, 2011, 93min, 14 anos), de Thom Fitzgerald
Depois de Tudo é curta-metragem brasileiro de ficção com Ney Matogrosso e Nildo Parente, que interpretam um casal em seu cotidiano a espera do reencontro diário. Em Tempestade na estrada, Stella (Olympia Dukakis) e Dot (Brenda Fricker) vivem juntas há 31 anos na serena costa do Maine, nos Estados Unidos. Um dia, porém, um acidente doméstico acaba deixando Dot cega, e sua neta decide interná-la num asilo para idosos, contra a vontade da avó. Decidida a recuperar sua esposa, Stella a rapta da casa de repouso, e juntas partem numa road trip até o Canadá, onde pretendem se casar. No meio do caminho, elas dão carona a um jovem bailarino, que está indo para casa para ver a mãe doente, e continuam a viagem em uma picape, só que agora a três.

Serviço
Mostra CinePrivê – O Erotismo no Cinema
Onde: Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141)
Quando: De 02 de maio a 28 de julho
Horários: De acordo com cada atividade
Bilheteria: Terça a sexta-feira das 9 às 21h30, sábado das 10 às 21h30, domingo e feriado das 10 às 18h30 (ingressos à venda em todas as unidades do Sesc).  Aceita-se todos os cartões.
Horário de funcionamento da unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábados, das 9h às 20h30; e domingos e feriados, das 9h às 18h30.
Estacionamento: R$ 3,00 a primeira hora + R$ 1,00 a hora adicional (matriculados no Sesc). R$ 6,00 a primeira hora + R$ 2,00 a hora adicional (não matriculados). 200 vagas.



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